Jungle Marathon 2008
Est·gio 4
O dia comeÁou com a travessia do rio TapajÛs. Os atletas tiveram que atravessar o rio a nado, ou se apoiando em corda. TambÈm contaram com a ajuda do corpo de bombeiros e de outros membros de nossa equipe mÈdica e de apoio. Essa travessia consistia de 350 metros e muitos atletas sofreram para chegar ao outro lado do rio.Apesar de ser um percurso pequeno, de apenas 24 km, os atletas hoje j· n„o estavam t„o r·pidos como antes. O cansaÁo, a m· situaÁ„o dos pÈs, as dores no corpo e o calor forte pesaram muito no desempenho dos atletas, e hoje, assim como ontem, alguns atletas desistiram.
Hoje foi o ultimo dia para os atletas que optaram por concluir a etapa de 100 km da prova. Para estes, o sonho da maratona acabou, mas para os outros ainda h· 122 km de selva a frente deles.
Sem nenhuma emergÍncia mÈdica a relatar, podemos dizer que hoje foi um dia tranq¸ilo.
Amanh„ vem o est·gio longo, quase 90 km de trilha... Ser· que nossos atletas v„o vencer este desafio?
ElevaÁ?es e onÁas
O dia hoje comeÁou nublado.A equipe mÈdica teve uma reuni„o com todos os atletas poucos minutos antes da largada para lembr·-los de tudo que deve ser evitado ou adicionado nas quest?es relativas a reposiÁ„o de sal e a hidrataÁ„o.
Sendo um est·gio longo de quase 38km, muitos atletas j· comeÁaram a mostrar sinais de muito cansaÁo j· no CP1, alguns atÈ desistindo, pois o est·gio alÈm de longo consiste de aclives e declives e travessias de p‚ntanos.
No CP2 os atletas receberam uma injeÁ„o de adrenalina inesperada. A escola local da comunidade de Pini estava toda esperando a passagem de nossos atletas. A cada atleta que passava eram gritos, palmas e toda a festa! AtÈ o hino nacional brasileiro foi cantado pelas mais de 40 crianÁas!
Entre o CP3 e o CP4 alguns atletas viram onÁas e muitas, muitas borboletas. No CP4 havia uma subida muito Ìngreme, a mais Ìngreme de toda a maratona, e muitos atletas sofreram para subi-la.
Alguns atletas j· est„o se sentindo muito cansados e a prova foi que v·rios atletas desistiram. CansaÁo acumulado e as condiÁ?es clim·ticas contribuÌram muito para a desistÍncia de alguns.
N„o houve nenhuma emergÍncia medica grave, apenas alguns atletas no soro e muitos problemas com ferimentos nos pÈs.
Finalizamos com a boa noticia de que nossos atletas que foram evacuados para o hospital de SantarÈm j· saÌram da UTI e est„o passando bem.
E amanh„ s„o mais 23 km de aventura!
Dia de p‚ntano
O segundo dia da maratona comeÁou cedo, mas devido a problemas de logÌstica e seguranÁa de nossos atletas, tivemos que adiar o inÌcio das 6:30 para as 8:30.Mais uma vez os atletas foram muito r·pidos e j· com meia hora do inÌcio da prova j· tÌnhamos atletas passando pelo CP1.
No CP2 os atletas atravessaram um p‚ntano muito longo e, como o terreno era plano, puderam apressar o passo e correr com todo o vapor.
A chegada na comunidade de ParaÌso foi bem r·pida, com o primeiro atleta atravessando a linha de chegada em menos de 3:30h.
Felizmente hoje n„o houve nenhuma emergÍncia mÈdica grave. Apenas alguns atletas que tiveram que tomar soro na veia por causa de desidrataÁ„o.
Os atletas se preparam amanh„ para mais uma aventura de 37 km, torcemos para que tudo continue bem.
E a corrida iniciou.
Hoje tudo comeÁou as 5:30 da manh„ quando a ·gua quente comeÁou a ser servida.As 7:30 foi dada a largada. Sendo este ano o primeiro em que os corredores largaram com chips nos sapatos, para assim terem o tempo corretamente medido.
O est·gio consistia de 15km com v·rios aclives e declives mais travessias em IgarapÈs. Os atletas correram bem e nenhuma emergÍncia mÈdica sÈria ocorreu durante o percurso.
Na volta alguns atletas contaram suas aventuras, com direito a foto e tudo mais... nessas fotos tar‚ntulas, sucuris e diversos animais que n„o s„o vistos facilmente no nosso dia-a-dia.. Teve um atleta que diz ter visto uma onÁa... mas ele n„o parou para tirar foto!!!
Muitos atletas foram descansar e apÛs alguns minutos tivemos a primeira emergÍncia do dia, um atleta teve que ser socorrido imediatamente devido a um ataque epilÈtico. Depois deste primeiro acontecimento tivemos uma sÈrie de experiÍncias onde mais trÍs atletas tiveram que ser evacuados para o hospital mais prÛximo situado a duas horas e meia de onde estamos. A raz„o pela qual os atletas sofreram convuls?es, vÙmitos e dor foi relacionada a falta de hidrataÁ„o e ao excesso de sal. A maioria das emergÍncias poderiam ser evitadas se os atletas tivessem tido mais cuidado com a hidrataÁ„o e tivessem se esforÁado menos, pois isso foi dito diversas vezes nos dias anteriores.
Os acontecimentos de fim de tarde assustaram muito os atletas que agora temem o estagio de amanh„ que È bem mais longo e possui longas travessias em ·gua.
Esperamos que amanh„ os atletas sejam menos r·pidos , porÈm mais cuidadosos!
Caindo na real.
Como era de se esperar, os atletas caÌram na real hoje.J· bem cedo a temperatura estava altÌssima e o calor insuportavel. Percebi logo que os atletas estrangeiros j· estavam sofrendo com a temperatura. O bom de se chegar dias antes da corrida e que , no caso dos estrangeiros e tambÈm dos brasileiros de outros estados do Brasil, podemos nos acostumar com o clima.
Tivemos nossa primeira instruÁ„o, com Gerson que pertence ao exercito, e o medo tomou posse de todos nos. Fomos apresentados aos perigos da selva: cobras, lagartos, jacarÈs, onÁas, aranhas, peixes e diversas plantas. Todos estes capazes de provocar dores, paralise e alguns, morte.
Ainda durante a instruÁ„o temos a nossa primeira emergÍncia medica. Uma voluntaria do time de apoio a maratona desmaiou e, ao cair, machucou seriamente a face. Desidratacao e insuficiÍncia de alimentos como a prov·vel causa do desmaio.
Entregamos os chips que v„o marcar o tempo e a distancia que cada atleta cobriu por dia. E assim os atletas foram descansar para se preparar para o primeiro desafio, a primeira etapa da prova.
Shirley, que correu hoje o trajeto para checar se tudo estava bem para amanha, reuniu todos os atletas para conversar sobre a primeira etapa. Detalhou as subidas, descidas, cachoeiras e tudo mais que encantou, mas que tambÈm assustou,alguns dos atletas.
J· e noite, e os atletas foram dormir cedo. Amanha a aventura continua... ser· que todos v„o conseguir terminar a prova...
Jungle Marathon
Voltar para Itapuama È m·gico (eu participei da primeira ediÁ„o da maratona em 2004). Assistir ao amanhecer e ver as cores fortes em tons de amarelo, laranja e vermelho faz uma pessoa sentir-se mais parte da natureza. Passou-se 5 anos, nada parece ter mudado, o pessoal local continua receptivo e muito hospitaleiro.O dia comeÁou bem, tomamos cafÈ da manh„ e fomos encontrar os outros participantes da maratona deste ano. S„o 126 atletas e muito pessoal de apoio. Somos uma pequena cidade, em prol da maratona que È feita de alegria, espÌrito aventureiro e camaradagem. Aqui somos todos iguais.
Depois tivemos uma breve reuni„o e comeÁamos a checar os kits da maratona, os kits mÈdicos e os corredores tiveram que ver alguÈm da equipe mÈdica pra confirmar se s„o capazes de enfrentar o desafio. Tudo correu bem e os corredores receberam os seus n?meros para correr a maratona.
Hoje ainda h· paz por aqui, mas amanh„ a grande inquietaÁ„o comeÁa. O curso de sobrevivÍncia comeÁa assim como o nervosismo do ìt· chegando a horaî. Amanh„ a aventura tornar-se-· real!








